Airbus + Bombardier vs. Boeing + Embraer (Duelo dos Gigantes)

Airbus + Bombardier vs. Boeing + Embraer (Duelo dos Gigantes)

No 2017, o conflito comercial EUA-Canadá se transformou em um conflito entre a Boeing e a Bombardier. A Airbus entra na defesa da Bombardier e a Boeing busca se alinhar com uma parceria com a Embraer.

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O mercado de aeronaves comerciais é dividido entre dois grandes players - Airbus e Boeing - e outros fabricantes menores, como Embraer (Brasil) e Bombardier (Canadá).

Airbus + Bombardier

Airbus, Bombardier

Depois que a Delta fez um pedido para o 75 nas aeronaves da Série C da Bombardier, a Boeing reclamou às autoridades nacionais, acusando a Bombardier de receber subsídios públicos. Após a notificação, o governo dos EUA introduziu um direito anti-dumping de aproximadamente 220%. Assim, um avião da série C teria custado mais de um milhão de 160, comparado ao preço padrão do milhão de 80.

Em outubro 2017, a Airbus salta em auxílio do fabricante canadense e assina uma parceria para assumir a maioria da família de aeronaves da Série C. Em outras palavras, a Airbus e a Bombardier fabricarão em conjunto as novas aeronaves da Série C. Assim, a Airbus também pode cobrir o segmento de mercado do mercado 80-130.

A parceria entre Airbus e Bombardier vem com muitos benefícios para o programa da Série C. A produção de aeronaves da série C permanecerá em Quebec, mas será usada a cadeia de suprimentos Airbus, o que reduzirá os custos de produção.

De acordo com o contrato, a Airbus fornecerá a aquisição, vendas e marketing para a CS Series Aircraft Limited Partnership (CSALP), a entidade comercial que produz e vende aeronaves da série C.

A Airbus deterá 50,01% na CSALP, e a Bombardier e a Investissement Québec (IQ) possuirão aproximadamente 31% e 19%, respectivamente. Com toda essa loucura, a Bombardier poderá continuar comercializando aeronaves da Série C nos Estados Unidos.

Boeing + Embraer

Boeing e Embraer

O que a Boeing está fazendo? Ele se alia à Embraer, concorrente direta da Bombardier no mercado de aeronaves 80-130. A parceria entre a Boeing e a Embraer pode trazer os mesmos benefícios que a parceria entre a Airbus e a Bombardier.

A Embraer se beneficiará da influência comercial da Boeing nas negociações com fornecedores e futuros clientes, o que poderia ajudar a reduzir custos. A Boeing contará com a nova aeronave E-2 Embraer, com sua estreia comercial prevista para abril de 2018. Isso permitirá que você ofereça uma ampla variedade de aeronaves, de assentos 80 a 400.

A ausência desses jatos regionais no portfólio da Boeing resultou na perda do contrato com a Delta Air Lines, que escolheu a Bombardier CS100 para substituir o antigo MD88.

Em outras palavras, a Airbus + Bombardier trabalhará em conjunto para garantir a produção e a comercialização de aeronaves da Série C. Assim, a Airbus pode oferecer uma ampla gama de aeronaves (assentos 80-800).

E a Boeing e a Embraer trabalharão juntas na produção e comercialização de aeronaves Embraer E-2. Assim, a Boeing removerá o catálogo de aeronaves com capacidade entre o 80 e o 400 de assentos.

Até agora, a Embraer registrou pedidos de aeronaves 233 (E175-E2, E2-E190 e E195-E2) das companhias aéreas 6, enquanto a Bombardier encomendou firmemente as aeronaves da série família 360. O 20 das aeronaves CS100 e CS300 já está em serviço comercial nas frotas suíça e airBaltic.

Qual acampamento vencerá? Airbus + Bombardier ou Boeing + Embraer?

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